Telemetria veicular com Teltonika RUT956, RUT976 e SIG-1 a frota conectada de ponta a ponta
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Telemetria veicular com Teltonika RUT956, RUT976 e SIG-1: a frota conectada de ponta a ponta

adminsolinski 30 30+00:00 outubro, 2026 13 min de leitura

Imagem 1 — Um ônibus moderno já carrega os dados; o desafio é levá-los até a operação.

Um ônibus moderno já nasce cheio de dados. O motor informa rotação, temperatura e consumo. O ar-condicionado sabe quanto trabalha. As câmeras gravam, o rastreador posiciona, os sensores medem. O que falta, na maioria das frotas, não são dados. É um caminho confiável para que eles cheguem a quem decide.

É exatamente esse caminho que a Solinski Corp constrói ao unir dois produtos que se completam: os roteadores industriais Teltonika RUT956 e RUT976, responsáveis pela comunicação robusta entre o veículo e a central, e o SIG-1, gateway IoT de desenvolvimento próprio que coleta sinais de campo e lê, de forma completa, a rede CAN do veículo.

Neste artigo, mostramos como essa combinação funciona na prática, o que cada equipamento faz e por que a integração, mais do que o hardware, é o que transforma um ônibus em um veículo verdadeiramente conectado.

O desafio silencioso das frotas: dados que não conversam entre si

Quem opera transporte conhece a cena. O rastreador fala com a plataforma do fornecedor A. As câmeras gravam em um DVR que só se acessa no pátio. O diagnóstico do motor exige conectar um equipamento na oficina. Cada sistema cumpre bem o seu papel, mas cada um vive em sua própria ilha.

Essa fragmentação tem três consequências práticas:

  • Visão parcial. A operação enxerga onde o veículo está, mas não como ele está.
  • Dependência do presencial. Um alerta de temperatura ou uma falha de equipamento só é compreendido quando alguém vai até o ônibus.
  • Dificuldade de padronizar. Cada modelo de veículo, cada fabricante e cada geração de equipamento pede um arranjo diferente.

A boa notícia é que esse problema não exige trocar o que já está instalado. Exige uma camada de conectividade bem projetada, capaz de reunir os equipamentos existentes em uma única infraestrutura e de levar os dados até a central com segurança. É nessa camada que entram o roteador Teltonika e o gateway SIG-1.

Teltonika RUT956 e RUT976: a comunicação que o transporte exige

Imagem 2 — Roteador e gateway instalados no compartimento técnico: cabeamento organizado, padrão replicável em toda a frota.

Um ônibus é um ambiente exigente para eletrônica: vibração constante, variação de temperatura, alimentação que oscila e cobertura móvel que muda a cada quilômetro. Os roteadores da linha RUT da Teltonika Networks foram concebidos para esse tipo de cenário, e por isso são o coração da comunicação na arquitetura proposta pela Solinski Corp.

Os dois modelos compartilham a mesma base: carcaça de alumínio, alimentação de 9 a 30 VDC com proteção contra inversão de polaridade e surtos, operação de -40 °C a 75 °C, dual SIM com failover automático, GNSS integrado (GPS, GLONASS, BeiDou, Galileo), portas Ethernet, interfaces seriais RS232 e RS485, entradas e saídas digitais e analógicas, Wi-Fi para até 100 dispositivos e um conjunto amplo de VPNs (OpenVPN, IPsec, WireGuard, ZeroTier, entre outras). Tudo isso é gerido remotamente pelo RMS, a plataforma de gerenciamento da Teltonika, que permite atualizar firmware e configurações de vários veículos de uma só vez.

A diferença entre eles está na geração de rede móvel:

RUT956RUT976
Rede móvel4G LTE Cat 4, com 3G e 2G5G RedCap, compatível com 4G LTE Cat 4
Velocidade (download / upload)até 150 / 50 Mbpsaté 223 / 123 Mbps em 5G; 195 / 105 Mbps em 4G
Perfil de usoFrotas que precisam de conectividade consolidada e econômica hojeFrotas que querem se preparar para o 5G sem abrir mão do 4G
Temperatura de operação-40 °C a 75 °C-40 °C a 75 °C
Dimensões110 × 50 × 100 mm110 × 50 × 100 mm

Na prática, o RUT956 atende com folga a maior parte das aplicações de telemetria, acesso remoto e transmissão de eventos. O RUT976 é a escolha natural quando o projeto prevê maior volume de dados, como transmissão de vídeo sob demanda, ou quando a frota deseja uma plataforma que acompanhe a expansão do 5G no Brasil. Ambos podem conviver na mesma frota, com a mesma configuração de rede e o mesmo gerenciamento.

Especificações conforme os datasheets oficiais Teltonika Networks (RUT956 v1.40 e RUT976 v1.05). Recursos como RMS e eSIM estão sujeitos a licenciamento e configuração.

SIG-1: o gateway IoT que dá voz ao veículo

Se o roteador Teltonika é a estrada por onde os dados viajam, o SIG-1 é quem os coleta e organiza antes da viagem. Desenvolvido pela Solinski Corp, o SIG-1 é um gateway IoT compacto, criado para transformar sinais do mundo físico em informação pronta para consumo pelas plataformas da operação.

No contexto do transporte, ele cumpre três funções complementares:

1. Leitura completa da rede CAN do veículo. O SIG-1 se conecta ao barramento CAN do ônibus e lê os dados disponibilizados pela eletrônica embarcada: rotação e temperatura do motor, velocidade, consumo, nível de combustível, pressões, estado de portas, códigos de falha e demais parâmetros que o fabricante expõe no barramento. Protocolos como J1939 e FMS, usados por ônibus e caminhões, passam a alimentar a operação em tempo real, sem necessidade de conectar equipamentos na oficina.

2. Sinais de campo que a CAN não cobre. Nem tudo em um ônibus está no barramento. O SIG-1 traz entradas analógicas e digitais, sensor de temperatura e saídas a relé, o que permite monitorar contatos de alarme, sensores de temperatura do salão ou do bagageiro, estados de equipamentos auxiliares e acionar cargas de forma remota e controlada.

3. Publicação em formatos abertos. Tudo o que o SIG-1 coleta é publicado em MQTT e HTTP, com tópicos organizados por veículo e por grandeza, além de eventos de alarme com confirmação de entrega. Isso significa integração direta com plataformas de telemetria, ferramentas de monitoramento como Zabbix e Grafana, Node-RED, ThingsBoard e nuvens como AWS IoT e Azure IoT, sem desenvolvimento proprietário.

O SIG-1 possui um motor de alarmes local, com regras por horário e por tipo de dia. Se a conexão móvel cair em um trecho sem cobertura, ele continua monitorando e agindo de forma autônoma, e sincroniza o estado com a central assim que o roteador restabelece o enlace. A conectividade com o roteador se dá por Ethernet, com Wi-Fi como caminho alternativo, o que torna a instalação simples e resiliente.

O conjunto de parâmetros disponíveis na rede CAN varia conforme fabricante, modelo e ano do veículo. A Solinski Corp valida, no levantamento técnico, quais dados cada veículo expõe e como serão interpretados.

A arquitetura: do barramento CAN ao centro de operações

A elegância da solução está na divisão clara de responsabilidades. O SIG-1 coleta e organiza; o roteador Teltonika transporta, protege e gerencia; a central recebe e decide. Nenhum equipamento tenta fazer o papel do outro.

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No veículo, o SIG-1 lê a rede CAN e os sensores e publica tudo em MQTT por Ethernet para o roteador. Câmeras, rastreador e painéis que dispõem de interface de rede conectam-se diretamente ao RUT, por cabo ou Wi-Fi. O roteador consolida esse tráfego, abre um túnel VPN pela rede móvel e o entrega à infraestrutura da transportadora, onde o broker MQTT, o sistema de vídeo e as plataformas de gestão já estão acostumados a trabalhar. Em paralelo, o RMS da Teltonika cuida do próprio roteador: firmware, configuração e diagnóstico de toda a frota a partir de um único painel.

Dois detalhes fazem diferença no dia a dia. O primeiro é o failover de SIM: com dois chips de operadoras distintas, o RUT troca automaticamente de rede quando o sinal enfraquece, o que amplia a cobertura efetiva ao longo da rota. O segundo é a autonomia local do SIG-1: as regras de alarme continuam valendo mesmo sem enlace, e os eventos são entregues com confirmação assim que a comunicação volta.

Uma distinção importante: conectar um equipamento ao roteador garante o caminho de rede, não o acesso automático aos seus dados. Cada integração depende das interfaces físicas, dos protocolos e das permissões que o fabricante disponibiliza. É justamente esse trabalho de leitura, interpretação e padronização que a Solinski Corp realiza em cada projeto.

O que muda na operação

Imagem 3 — Na central, os dados do veículo chegam em tempo real aos painéis da operação.

Com o veículo conectado de ponta a ponta, situações que antes dependiam de uma visita ao pátio passam a ser tratadas da central:

  • Manutenção orientada por dados. Códigos de falha e parâmetros do motor lidos da rede CAN chegam à equipe técnica enquanto o ônibus ainda está em rota, o que permite planejar a intervenção antes da próxima parada.
  • Conforto do passageiro monitorado. Temperatura do salão e funcionamento do ar-condicionado acompanhados em tempo real, com alertas quando saem da faixa definida.
  • Acesso remoto às câmeras. O VMS da transportadora alcança o DVR embarcado pelo túnel VPN, para consultas pontuais ou exportação de imagens sem deslocar ninguém.
  • Um único padrão para toda a frota. O mesmo arranjo de roteador, gateway e endereçamento se repete em cada veículo, o que simplifica instalação, suporte e expansão.
  • Base pronta para o próximo projeto. Novos sensores, novos painéis ou uma plataforma de análise entram na mesma infraestrutura, sem recomeçar do zero.

Esses são resultados esperados, e não promessas. Eles dependem da cobertura móvel ao longo das rotas, dos equipamentos presentes em cada veículo, dos dados que cada fabricante disponibiliza e do projeto implementado. Por isso a Solinski Corp recomenda sempre começar por um projeto-piloto, em um veículo representativo, para medir o que a frota realmente ganha antes de expandir.

Por que a Solinski Corp

Roteador e gateway são peças. O que entrega valor é o projeto que as coloca para trabalhar juntas, no veículo certo, com a configuração certa e com a documentação que permite repetir o padrão em toda a frota.

A Solinski Corp é uma integradora de tecnologia com sede em Valinhos (SP), registrada no CREA, que atua em segurança eletrônica, infraestrutura de TI, conectividade e automação industrial. Somos parceiros da Teltonika Networks e desenvolvemos o SIG-1 com engenharia própria, o que nos dá domínio completo sobre os dois lados da integração: a comunicação e a coleta de dados.

Nosso método é direto e segue a lógica de quem precisa resolver problemas, não de quem quer vender caixas:

  1. Levantamento técnico. Inventário dos equipamentos embarcados, avaliação das interfaces disponíveis, leitura preliminar da rede CAN, cobertura móvel nas rotas e definição dos pontos de instalação.
  2. Projeto de conectividade. Arquitetura de rede, endereçamento, políticas de VPN e firewall, escolha entre RUT956 e RUT976 conforme o perfil de dados de cada frota.
  3. Fornecimento, instalação e configuração. Equipamentos homologados, instalação física cuidadosa, configuração padronizada e testes de comunicação.
  4. Integração de sistemas. Mapeamento dos dados CAN, publicação em MQTT e HTTP, conexão com as plataformas que a transportadora já usa e desenvolvimento de integrações quando necessário.
  5. Validação e documentação. Testes de recuperação de enlace, de failover e de acesso remoto, com documentação técnica que torna a expansão previsível.
  6. Suporte e evolução. Acompanhamento conforme contrato e planejamento da expansão para os demais veículos.

Cada etapa é contratada conforme o escopo. Preferimos começar pequeno, provar o resultado e crescer com segurança, porque é assim que uma frota incorpora tecnologia sem interromper a operação.

Sua frota conectada. Seus dados mais acessíveis.

A tecnologia para conectar um ônibus de ponta a ponta já existe e é madura. Os roteadores Teltonika RUT956 e RUT976 garantem a comunicação robusta que o transporte exige; o SIG-1 traz os dados do veículo, inclusive a rede CAN, para dentro dessa comunicação; e a Solinski Corp faz os dois trabalharem juntos, com engenharia, método e respeito à realidade de cada operação.

Se a sua transportadora quer enxergar a frota com mais clareza, o primeiro passo é simples: uma conversa técnica, o levantamento de um veículo representativo e um projeto-piloto para medir o que muda.

Vamos avaliar sua frota e definir um projeto-piloto? Fale com a Solinski Corp pelo site www.solinski.com.br.

Solinski Corp — Conectividade, infraestrutura e integração de sistemas.

Perguntas frequentes

O que é telemetria veicular para frotas de ônibus? Telemetria veicular é a coleta automática de dados do veículo (posição, parâmetros do motor, sensores, estado de equipamentos) e sua transmissão para a central da transportadora. Na solução da Solinski Corp, o gateway SIG-1 coleta os dados e o roteador Teltonika RUT956 ou RUT976 os transmite pela rede móvel, com VPN.

Qual a diferença entre o Teltonika RUT956 e o RUT976? O RUT956 é um roteador industrial 4G LTE Cat 4 (até 150 Mbps de download). O RUT976 é um roteador 5G RedCap (até 223 Mbps) compatível com 4G LTE Cat 4. Ambos têm dual SIM com failover, GNSS, Wi-Fi, Ethernet, portas seriais, entradas e saídas, VPN e gerenciamento remoto pelo RMS, e operam de -40 °C a 75 °C.

O SIG-1 lê dados da rede CAN do ônibus? Sim. O SIG-1 se conecta ao barramento CAN do veículo e lê os parâmetros que a eletrônica embarcada disponibiliza, como rotação, temperatura, velocidade, consumo e códigos de falha, em protocolos como J1939 e FMS. O conjunto exato de dados varia conforme fabricante, modelo e ano do veículo e é validado no levantamento técnico.

Como os dados do SIG-1 chegam à plataforma da transportadora? O SIG-1 publica os dados em MQTT e HTTP, em tópicos organizados por veículo e por grandeza. O roteador Teltonika leva esse tráfego por um túnel VPN até a infraestrutura da transportadora, onde pode ser consumido por plataformas como Zabbix, Grafana, Node-RED, ThingsBoard, AWS IoT ou Azure IoT.

Preciso trocar os equipamentos que já tenho no ônibus? Não. A proposta é integrar os equipamentos existentes (câmeras, rastreador, painéis, sensores) à nova camada de conectividade, sempre que dispõem de interfaces compatíveis. Equipamentos sem interface de rede podem exigir conversores, gateways adicionais ou desenvolvimento de integração.

O que acontece quando o ônibus passa por um trecho sem cobertura móvel? O roteador tenta a segunda operadora pelo failover de SIM. Se mesmo assim não houver enlace, o SIG-1 continua monitorando e aplicando suas regras de alarme localmente, e entrega os eventos à central assim que a comunicação retorna.

Quem faz a instalação e a integração? A Solinski Corp, integradora de tecnologia de Valinhos (SP) e parceira da Teltonika Networks, realiza levantamento, projeto, fornecimento, instalação, integração, documentação e suporte, conforme o escopo contratado.

Por onde começar? Por um projeto-piloto em um veículo representativo da frota. Ele permite validar cobertura, integrações e resultados antes da expansão padronizada.